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Jovem Artêmis, a deusa da caça, a líder das amazonas, muito sábia em querer deter o amor...
Eros é um deus primordial, o deus da criação, filho do Caos, portanto possui em sua característica a destruição e a desolação. É o deus da humildade, do desapego, do amor sublime, dos poetas livres, dos artistas sonhadores, grande apreciador da
beleza, tanto material quanto em essência.
Eros através de sua flecha permite que a humanidade prolifere, em ato de misericórdia permite que as pessoas possuam desejos eróticos e senso de proteção.
Este deus não necessita de nada para suprir, ele dorme ao relento, para observar as estrelas, ele vive a beira do rio, para contemplar a beleza dos espelhos d'agua, além de cortejar as sereias, sempre criança, sempre alegre e esperançoso, revela a rota para os navegantes se guiarem, assim como presta resgate as tempestades que poderá surgir, ele, o amor, é a bússola de ouro no mar profundo e misterioso da vida.
Porém este deus não é belo como é corriqueiro acreditar, certa vez ele me apareceu com um capuz, envolto em extrema curiosidade pelas lendas que ouvi na qual quem ver seu rosto beberá das fontes límpidas da felicidade, quis descobrir a sua face, eu o fitei, e notei o quanto é terrível, uma aparência bem próxima de um touro, a ponto de atacar-lhe, totalmente bestial, fumava por suas ventas, e movido por uma selvageria incrível atacou-me, e feriu-me de uma forma tão cruel que matou minha alma, perdi minha fé, agora vivo a caminhar no deserto procurando em vão um oásis para repousar minha cabeça.
O amor existiu, viveu entre nós, morreu de braços abertos sem reclamar, esperando que no devido tempo deixemos de mesquinharias e nos voltemos em seu abraço, para podermos um dia saciarmos nossas carências, em muito regozijo, através de um deleitoso banquete de justiça, paz e amor.
