segunda-feira, 27 de abril de 2009

Vi em um perfil do orkut...

QUANDO ME AMEI DE VERDADE

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável ... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o Futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração,ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é.... Saber viver!!

Nada é mais incômodo para a arrogância humana do que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor, só as saudáveis (Mary Wilkins)

Já se imaginou agindo com a sabedoria canina?
A vida teria uma perspectiva mais amistosa.

1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio.
2. Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer.
3. Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-la(o).
4. Quando houver necessidade, pratique a obediência.
5. Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território.
6. Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de se levantar.
7. Corra, pule e brinque diariamente.
8. Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito.
9. Seja sempre leal.
10. Nunca pretenda ser algo que você não é.
11. Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar.
12. Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio,
sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo.
13. Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo.
14. Evite morder quando apenas um rosnado resolver.
15. Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama.
16. Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa.
17. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
18. Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que
não tiver e não fique amuado... corra imediatamente de volta para seus amigos.
19. Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada.

sábado, 18 de abril de 2009

O emblema Susan Boyle

Susan Boyle, uma mulher despresada pelas chancelas sociais, gorda, velha e feia.
Ela não serve para fazer com que se consuma cerveja, ou para fazer com que compremos cigarros, ou andemos de carros velozes, mas uma vez que pronuncia seu canto, nos deixa em lágrimas com tamanha beleza de sua voz de anjo.
Em entrevista ela confessou que nunca havia se casado, nem sequer foi beijada, e quando nasceu teve um problema de saúde que futuramente fez com que esse fardo servisse de chacota para todos que a rodeavam.
Então o preconceito que fez com que se torna-se uma pessoa solitária, permitiu uma maior dedicação a música, e também como alento a sua alma triste, e como resultado, nesse último 14/04, o mundo todo conheceu o seu potêncial.
Mas o que significa esse fenômeno chamado Susan Boyle?
Diria que é inspirador a vitória de um humilde desprezado perante a platéia infâme,pois, desde os aures tempos a sociedade se amontoa para o espetáculo do pão e o circo, onde aguardam sedentos de sangue a carnificina, ou a degradante humilhação de quem se espõe ao espetáculo.
Quantos gladiadores não foram sacrificados em nome de um deus irado, que na verdade é uma platéia assassina?
Poucos são os guerreiros que se tornaram triunfantes nessas batalhas pela vida.
Nosso Salvador também venceu após enfrentar uma platéia inimiga.E como sinal de sua divindade humilde, clamou ao pai: Perdoem-los porque não sabem o que fazem.
E o respeitável público cantou louvores a seu messias eleito, Barrabás.
Os heróis da massa tem que ser loiro, alto, de porte atlético, rico, hipócrita, demagogo, sanguinário, irresponsável.
Se for mulher terá que ser magra, com rosto de criança, frágil, expressão ariana, cintura fina e quadris largos, mais recentemente entrou na lista, os seios fartos.
Nos empurram estes estigmas da perfeição, ou adotamos ou seremos expulsos do sistema.
Ah se o homem comum possuisse liberdade para notar que a beleza é subjetiva, que todas as pessoas são encantadoras, e todos possuem algo de especial!
Dizem que todos são filhos de Deus, e todos merecem um lugar ao sol, mas pelo modo que nós, os fora de padrões somos tratados, diria que estamos na classificação de filhos bastardos de Deus!
Sim, eu também sou um despresado.
Por possuir os seguintes defeitos:
Sou trabalhador, carinhoso, amoroso, sincero, honesto, leal, honrado, inteligente, simpático, de bons modos, romântico, idealista, esperançoso.
Um homem para ser admirado pela massa precisa ser mentiroso, arrogante, indolente, compulsivo, ignorante, irreverente, sarcástico, promíscuo.
Algo que me chama muito atenção é a música escolhida por Susan.

Dream is dream - les miserables

Houve um tempo em que os homens eram bons
Suas vozes eram doces
e suas palavras encorajadoras
Houve um tempo em que o amor era cego
E o mundo era uma canção
E essa cançaõ era excitante
Houve um tempo... e então tudo deu errado

Eu sonhei um sonho num tempo que se foi
Quando as esperanças eram grandes e a vida valia ser vivida,
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus poderia perdoar.

Então eu era jovem e destemido,
Quando os sonhos eram sonhados, realizados e desperdiçados.
Não havia preços a serem pagos,
Nem canção não cantada, nem vinho não provado.

Mas os tigres vêm à noite,
Com sua voz suave como o trovão,
Como se despedaçassem suas esperanças
Como se transformassem seus sonhos em vergonha

Ele dormiu por um verão comigo
Ele preencheu meus dias com amor sem fim
Ele levou minha juventude em sua correia
Mas ele se foi quando o outono chegou

E ainda sonhava com ele vindo a mim
E nós viveríamos os anos juntos,
Mas há sonhos que não podem ser
E há tempestades que não podemos prever.

Eu tive um sonho de como minha vida seria
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente agora daquilo que parecia
Agora a vida matou o sonho
Que eu sonhei.


Essa música também me é muito simbólica, pois noto que nós, os "miseráveis" temos nossos sonhos desfeitos pela vida, como castigo pelo dom que a própria vida nos deu, de sermos diferentes.
Eu não lamento pelo que sou, é um fardo que carrego com alegria, pois eu tenho o que poucos têm, a liberdade de ser eu mesmo, sou tão rejeitado que até dos julgamentos sociais sou livre. E essa é minha meta, liberdade sempre, cada vez mais.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Uma certa páscoa

Nessa época minha mãe estava em tratamento em uma clínica de dependentes químicos, e isso tornava minha casa vazia, algo desesperador. Foi nesse cenário que aconteceu algo marcante na vida de quatro almas.
Com a intenção de comprar ovos de páscoa, eu, um grande amigo, minha irmã e uma amiga de minha irmã combinamos ir até o supermercado extra, mas devido o horário em que minha irmã estudava, a noite, em um primeiro momento foi frustrado nossos objetivos. Então decidimos ir até a escola dela para fazer com que ela saisse mais cedo. Foi então que este amigo e eu decidimos representar de forma talentosa uma notícia ruim sobre minha mãe, para fazer com que minha irmã e essa amiga dela nos acompanha-se até o Extra.
E conseguimos...Grande atuação, muito comovente desses atores amadores.
A caminho do Extra começou a chover, nos escondemos abaixo de um toldo de um bar, ficamos a conversar até que passou a chuva. Com medo de ser surpreendido no caminho pelo mal tempo, corremos em direção ao supermercado.
Uma vez estando lá, circulamos por todas as sessões como um passeio, vimos a parte endereçada a cds e dvds diversos, televisores, computadores, nessa época ainda havia em mim um anseio de trabalhar com informática e jogos virtuais, na qual era compartilhado esse sonho com o amigo na mesma proporção em que ele sonhará em se casar com minha irmã.
E então, após muitas voltas em circulos, decidimos passar pelo "túnel" de ovos de páscoa que se encontra-ra logo na entrada do estabelecimento.
Ficamos ali a observar os sabores e a discutir qual deveríamos levar, eu preferia chocolate branco, minha irmã preferia chocolate negro, meu então cunhado tinha uma opinião própria também.
Então decidimos comprar algo mais democrático possível, evidentemente com maior ênfase no chocolate branco, devido eu estar patrocinando a brincadeira.
Após a compra, nos deu fome, então decidimos ir a praça de alimentação nos saciar, ao observar o local caiu a ficha, está fechado os restaurantes e lanchonetes! O que faremos?!
Eu propus que comprássemos algum alimento no mercado e depois voltaríamos a praça de alimentação para comer com conforto, a princípio foi aceita minha sugestão, porém, após termos comprado o alimento, feijoada, frango assado, refrigerante e termos comprado pratos descartáveis e talheres da mesma qualidade dúvidosa, abateu sobre os que estavam comigo um certo medo de represálias de algum funcionário por utilizar a praça de alimentação sem algum consentimento.
Foi então que minha irmã, em tom de brincadeira falou: vamos comer debaixo da ponte do supermercado. Eu prontamente aceitei essa proposta e me dirigi até lá com a pressa típica de quem está faminto e com alimento em mãos, os que me acompanhavam, surpresos e também muito famintos vieram após mim.
Digo que aquele alimento em que comemos, mesmo gelado após a demora pela resolução do caso foi um dos mais saborosos que comi naqueles períodos, e o fato de estarmos unidos, servindo um ao outro, e rindo de nossa situação, nos fizeram, pelo menos por aquela noite, felizes companheiros, ao qual desfrutava da vida sem se abater por nada.
Foi então que veio até nós o guarda do supermercado, novamente houve um receio em nós porém uma vez que o vigia nos abordou, notando que a única coisa que fazíamos era nos alimentar e nos divertirmos com uma boa conversa, se uniu a nós e começou a tagarelar.
A um primeiro momento, o amigo ofereceu um pouco de nossa iguaria, na qual foi prontamente recusada por esse guarda de forma cortês, ao dizer, não quero atrapalhar a sua refeição.
E por causa da chuva ter apertado, mesmo após termos nos fartado, ficamos por horas de baixo da ponte a conversar com o guarda.
E falamos sobre tudo, sobre a rotina do serviço dele, sobre viagens, nossos serviços, família...
Então, em um certo momento da conversa comentei: que loucura comer uma feijoada com frango assado debaixo de uma ponte de supermercado; na qual me foi respondido pelo vigia: Isso que vocês fizeram foi algo único, quantos estão hoje sozinhos, de mal com a vida comendo suas pizzas nesse sábado a noite no conforto de seu lar e vocês aqui, satisfeitos e felizes comendo debaixo da ponte, isso é revolucionário!
Foi uma noite das mais agradáveis de minha vida, mas a vida de cada um tomou rumos diferentes, até mesmo minha irmã, na qual até o dia de hoje vive debaixo do mesmo teto que eu, se distanciou de mim, para cuidar de seus interesses pessoais e profissionais.
Mas fica aqui o registro dessa noite maravilhosa como simbolo de nossa amizade eternizada nesse grande momento.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A magia ainda paíra no ar!

«2"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"»


Vivi outras vidas com a condenação de ser um poeta. Amar e sofrer em unissono, esse é o combustível que incendeia as chamas da vida, para que eu pudesse me mover durante a eternidade.
Morava eu nas cavernas, e dava minha vida em caças arriscadas para que minha musa e minha prole sobrevivesse. Fui um Nômade, que vendo todos aqueles que fazem parte de mim sofrerem pelos castigos da terra, os levei pela mão em busca de Canaã, para que podessem se alimentar do maná, e se deleitar com o mel.
Eu fui Moisés, o Homem que deixou sua vida de representação como o herdeiro egípcio, para se tornar o humilde e poderoso guia de Deus para seu povo.
Levei os amados como cordeiro, passando por todas as desventuras impostas pela natureza, mas que nos favorecia, para resgatar o povo santo.
Estive a porta do paraíso, levei quem amava até a terra prometida, mas quando quis entrar, esta porta se fechou perante minha face!
Minha sina durante a Eternidade!
Sempre estive diante a porta celestial, vestido de saco, esperando que o maná caisse do céu, da mesa de meu Senhor, para que eu finalmente pudesse viver a plenitude do amor, porém a vida de forma irônica convidou para esse banquete apenas aqueles que não sente o aroma suave do alimento das almas, e todos aqueles que possui sua lingua formigada, cauterizada, estão a se debandar de excessos na festa, devoram tudo de forma gulosa, como porcos se alimentando de lavagem, eu do outro lado da fortaleza, percebendo os fatos que se sucedem vez por vez, eternidade por eternidade, exclamo: Estou maltrapilho, com fome de amor e sede de justiça, porém miserável é aquele que se farta do mais deleitoso alimento sem sentir o seu gosto e sentir o cheiro suave de seu aroma!
E o ciclo se estende outras vidas mais. Sofri o mesmo quando Dirceu, Orfeu, Odisseu, na verdade todo seu, o minha amada pastorinha, aquela menina acanhada de olhos curiosos e flamejantes que fulmina o meu corpo com um ardor semelhante a sarça do amor, esse fogo que acende a candeia de meu coração, para iluminar o meu caminho a El Dorado, caminho esse cheio de espinhos e abrolhos, porém uma vez iluminado minha estrada graças a minha musa, eu enxergo que as ruas são feitos de ouro, de rubi e de sáfira, então me alegro pois estou próximo ao meu destino, mas será que meu amor vai abrir a porta?
A natureza tem suas razões para esconder lacrado na caixa de pandora o elixir da felicidade, e condenar as belas moças a sofrerem na alma, e fazer com que os mais alvos, destemidos e honrados cavalheiros, desfaleçam solitáriamente no deserto da desilusão, eles que se lançaram em missões em busca do Santo Graal, com o sonho utópico de se embriagaram com o doce vinho do amor, mas que triste e irônico destino, todos mortos por causa da sede no deserto, no momento em que estavam tão próximo da fonte da vida. Os corvos e abutres se fartaram da carne dos nobres homens e beberam da água da fonte, fizeram sem sentir o sabor, o fizeram apenas para saciar seu instinto de sobrevivência perante o tempo.
Os abutres se tornaram fortes, deixaram decendentes como praga no mundo, esses mesmos que destroem a vida perante os séculos.
Mas esse sofrimento tem como razão única e exclusivamente impedir o acesso ao paraíso nessa vida. A natureza ordenou: Você só entrará no céu se morrer.
Então eu desesperado com minha vida miserável resolvi praticar um sacrifício justo, afim de finalmente poder repousar minha alma no trono do altíssimo, então depois de meu Hara kiri, para meu desgosto, eu entrei novamente na roda da fortuna.
Como alento em minha nova vida, recebi o ônus de que fossem apagadas todas as minhas memórias , todo o sofrimento se foi, tábula rasa agora, portanto senti que finalmente poderia ter um caminho de paz em busca da comunhão perpétua com Deus.

Mas estando eu a caminhar em direção ao lago, para beber de águas puras e tranquilas, eis que vejo novamente aquela que fez arrebatar meu espírito, ela é o paraíso que não me foi permitido entrar, aquela que sempre bati na porta de seu coração, mas não foi dado-me a devida atenção, ela é meu céu, meu inferno, meu limbo, minha razão de viver, a única lógica que encontrei nesse mundo louco, lá estou diante dela, uma primeira vez eu a fito, depois de inúmeras vezes, e ela sorri lindamente, como jamais tinha visto igual, ela anda calmamente com um cãntaro em minha direção e do lago.
Ela é a expressão da mais sublime poesia, branca de neve! Seu rosto cândido fazem com que ouça canções de júbilo e louvores em minha alma, ela é de baixa estatura, o típico 1,60cm, tamanho esse que me faz desejar levar em meus braços ao palácio do amor, sua voz é tão bela como as ondas do mar, quando sussura em meus ouvidos é como se escuta-se diretamente de uma concha a trombeta angelical. Ela possui as proporções de uma mulher plena, o corpo mais lindo que já vi! Tão feminino...Só de contemplá-la fico extasiado. Ela caminha como uma bailarina, que risca suavemente o solo, mas possui uma sensualidade, um gingado de uma dançarina do ventre, ela conhece os segregos mais herméticos da arte do amor, e possui uma energia que eletrifica e me faz querer estar sempre unido a ela, feito um ima.Seus lábios vermelhos, me deixam na expectativa e aguça meu desejo de brindar do nectar de seus beijos, acredito que o mais próximo que estarei dos paraíso é quando tocar os lábios de minha amada.Mas eu me pergunto, o que ocorrerá após beijá-la? Será que irá ocorrer o big ben? Será que os elementos em nosso redor entrará em combustão influêciado pela grande chamas que estavam guardado desde o início do tempo e que não resfriou, ao contrário, só passou a aumentar conforme os anos foram passando?Pois digo que a espera de encontrar o amor que nos foi destinado só serviu para aquecer o sol que habita nosso ser, que na verdade é uno, ela esta em minha essência, eu estou na dela, pele, corpo, alma e espírito em comunhão.
Será que o tempo irá parar quando esses dois universos se chocarem? Então é compreensivel que a natureza tenha impedido que algo tão dispendioso tenha acontecido...
Quantos anjos Jacó teve com que lutar para poder beijar sua amada Raquel? 14 anos foram necessários para ele pudesse subir a escada de Betel e encontrar seu paraíso, a sua amada Raquel.
Durante minhas reflexões ela se achegou a mim, e perguntou sobre quem eu era e o que fazia por ali, eu lhe disse: Sou o coração de leão, mas que vive em vão, aguardando meu chamado para cumprir a minha missão.
Conversaram por dias afim, estreitaram laços, ouve uma atração muito grande e uma grande confiança entre os dois, porém a parede de vidro evitou que fosse consumado o amor.
Eu a amo como minha alma, pois de fato ela é, eu sou ela, ela é eu, um para o outro,a minha missão eu encontrei, e é complementá-la e fazer com que ambos desenvolva suas potencialidades.
Quando li sua alma, através de suas ações, vi o quanto é infinitamente linda, sem igual, inteligente, sabia, solta, simpática, soberana, determinada, pode passar o maior sofrimento do mundo, que mesmo ferida, passa por todas as dificuldades com impecável maestria. Não há inimigo que resista a seu poder.Tão forte e tão menina que apenas quer colo, um pouco de aconchego para encontrar a paz.
Aqui estou eu, feliz por ter a encontrado, mas por quanto tempo? Quantas vezes mais eu preciso morrer para poder viver em plenitude?
São as angústias que sinto toda vez que entro no ringue para lutar com o anjo do Senhor!