Eis que é chegado a hora da colheita, momento da verdade, porém estou tranqüilo pois de qualquer maneira meu objetivo será conquistado, a liberdade!
Posso perder tudo, posso zerar tudo, é uma questão de agir, ou de me permitir a inércia.
Fico feliz pois quem me ama continuará a me amar da mesma maneira, e nos seus braços poderei achar conforto em minha alma.
Em uma noite, eu vim feliz, cheio de entusiasmo e de confiança, porém eu vi que certas coisas não acontecem como planejamos, e de repente eu noto que minha virilidade foi ultrajada, e minha masculinidade questionada. Isso é por deveras humilhante. Então eu me atraso ao meu ofício, planejo pegar um ônibus para mesmo assim estar na presença de meus companheiros diários, porém aquela noite não, eu estava com minha auto imagem destruída, quebrado como espelho, eu fico atônito enquanto aguardo o ônibus, ele vem, porém eu não embarco, pois eu estava temendo o bulling que me aguardava como outrora, aquela noite eu não poderia suportar...
Estava eu apagado, secou-se todo o entusiasmo que explodia bucólicamente em minha alma, acabou a esperança. Então, depois de uma hora que estive no ponto de ônibus, em companhia de meu inimigo íntimo, cérberus, que me cobria feito uma nuvem, eu resolvi andar. Fui importunado na minha busca pelo fôlego perdido por prostitutos querendo se fazer de mocinha, eu apenas queria estar sozinho na minha viagem interior pelas andanças da madrugada solitária de minha cidade. Eu estive na praça principal, a porta de entrada de minha Parságada, e avistei um errante dormindo no acento desta praça. Eu o invejei amargamente por ele não ter nada, e portanto nada poderá perder, não ter preocupações quanto ao destino onde vai, pelo fato de qualquer lugar ser a casa dele, o céu ser o teto de seu quarto, por ele não precisar explicar nada para ninguém. Então por 30 minutos eu vivi feito um homem livre, eu senti o que é estar a contemplar as estrelas do céu pausadamente, por notar nas árvores formas de vidas alienígenas para mim, eu vi Deus quando caiu a folha da arvore, sempre avisando, tudo é minha vontade, sorrateiramente feito um sussurro a folha caiu, guiado pelo vento algumas vezes calmo, noutras impetuoso, então descobri, que a grande graça da vida é ser como o vento, que ao mesmo tempo poderá te refrescar, te permitir ter fôlego, como pode doravante, te empurrar, lançar fora tudo aquilo que não convém, limpando todo o ambiente para que assim possa-se permitir um maior espaço para que a beleza seja visível a todos.Esse vento fez me ter coragem de levantar daquele banco, e me deu fôlego para encarar a bagunça que fiz de minha vida! Esse vento é espírito, o Espírito de Deus!
Voltei a meu lar, onde meus progenitores estavam espantados com minha presença, pois deveria estar trabalhando, mas eu não quis explicar-lhes nada, então isolei-me em meu quarto para ruminar a minha lição recentemente aprendida.
Então tempestades surgiram em minha vida, porquanto plantei ventania, e agora chegou o momento da colheita. Dia 15/12/08 é dia de meu juízo, na qual independente do veredito, eu receberei o ônus da liberdade, porém eu quero ser livre com dignidade.
O meu cérebro autista e eu conversando com o Gemini
Há 3 semanas

Nenhum comentário:
Postar um comentário