Um post futebolístico que fala sobre a vida!
"Nossa recompensa se encontra no esforço e não no resultado. Um esforço total é uma vitória completa." ( Ghandi )
VS
"Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
( Luiz Fernando Veríssimo)
Ouvi uma certa frase por diversas vezes, principalmente durante as olimpíadas, repetindo quase como um mantra dizeres de que o importante é competir, porém citarei dois exemplos que para mim faz essa frase cair por terra.
Eu sou simpatizante do São Paulo futebol clube, torço para o clube desde mais minha tenra idade, comemorei os 3 títulos mundiais, mas ainda lamento 2 vices campeonatos, ou melhor, quase títulos:
Contra o internacional o São paulo havia perdido a primeira partida no morumbi
e só a vitória interessava no beira rio, uma resultado simples dava chances para o tricolor vencer mais uma libertadores, porém o resultado foi 2x2, será que fiquei contente com o vice campeonato, com o quase? Digo que não, me senti frustrado mesmo com o time jogando um belo futebol.
Outro exemplo foi a final da copa do Brasil de 2000, em que no primeiro jogo ouve o empate no morumbi, e na segunda partida o São Paulo vencia o Cruzeiro por 1x0 até os 40 minutos do segundo tempo, foi quando o jogador Fábio Junior, que acabará de entrar, empata a partida, resultado que ainda permitia o título ao São Paulo, por ter marcado um gol fora de casa.
Porém no ultimo minuto do jogo, o Cruzeiro encontrou seu gol salvador através de uma cobrança de falta.
O São Paulo foi quase campeão da copa do Brasil...E daí? jogou muita bola, e foi derrotado por uma fatalidade incrível, porém esse resultado foi lamentável, seria o mesmo que ser eliminado pelo Asa de Arapicaca na primeira fase! A frustração é a mesma...
Creio que esse sentimento se dá pela expectativa do título, pelo fato de julgar que o tricolor merecia mais que os demais conquistar a glória do campeonato, portanto, para mim havia uma certa obrigação de ganhar a taça.Ainda mais acentuado esse sentimento de frustração pelo fato de estar mais marcado na memória as falhas da equipe, como o erro de passe do Axel que fez com que o Rogério pinheiro comete-se a falta que originaria o gol do Cruzeiro, assim como a falha do Rogério Ceni que permitiu o gol do Fernandão, muito importante para a conquista do internacional.
Em contrapartida, eu acredito que assim como no futebol, quanto na vida, a certos resultados que superam o objetivo em si , aquilo que imaginava como certo para garantir sua vitória, não é conquistado, mas algo acontece de excelente por outros rumos na qual não imaginas, fazendo você se tornar um vencedor de fato.
A outros dois exemplos na história do futebol mundial, a Holanda de 74, conhecida eternamente como a laranja mecânica, e a Hungria de 54, mesmo sendo derrotados na final, o futebol apresentado por essas equipes, ficaram registrados para posteridade, superaram na memória os próprios vencedores da competição.
Mesmo na seleção brasileira podemos notar esse paradoxo, comparando como exemplo, a seleção vice campeã de 98, que perdeu de 3x0 para a França, com a seleção de 82 eliminada pela Itália ainda nas quartas de final pelo placar de 3x2, aquele time de 82, diria que era tão bom quanto a seleção que ganhou o tri-campeonato mundial, em 1970. Quanto a seleção que foi humilhada pela França em 98 e novamente em 2006, houve até acusação de terem vendido a partida, por causa de seu jeito apático, sem alma, de praticar o desporto.
Temos o exemplo recente nessa ultima eurocopa, que dizem foi vencida pela Espanha, porém que time foi destaque nesse torneio? Qual ficará na memória?
Certamente será a Seleção Turca : que deu uma lição importante de vida através do esporte: de que o impossível não existe, de sempre acreditar enquanto houver fôlego, de nunca deixar de lutar pelo seu objetivo...Que coração supera técnica e glamur...
A seleção turca fez milagres durante a Euro 2008, venceu Suíça e república Tcheca de virada com gols nos acréscimos , contra a Croácia, estando perdendo na prorrogação por 1x0, no último instante, empataram a partida, vencendo-os nos pênaltis.
Os turcos, então, disputaram as semifinais, e "perderam" o jogo contra a Alemanha, com o time reserva, porém lutando até o fim, endurecendo a partida contra esse time tradicional que conquistou 3 títulos mundiais.
Na história universal, houve momentos que ilustram muito bem esse preceito:
Na batalha da Termópilas, foram dizimados 300 espartanos no embate contra 1 milhão de persas, mas pelo número de baixas sofrido por estes, quem de fato venceu o confronto foi Esparta.
No filme Coração Valente, nos deparamos com a história de Willian Wallace, que levou os escoceses a uma insurreição perante a opressão inglesa.
Ele foi traído e capturado, e no momento de sua execução, o carrasco disse-lhe para pedir misericórdia ao Rei e assim ser perdoado, porém ele bramou o grito de Liberdade, mostrando-se vencedor perante a seu algoz e tirano.
O trecho abaixo foi retirado do filme O Ultimo Samurai, em meio a uma batalha, a vitória do herói foi permanecer vivo!
O meu cérebro autista e eu conversando com o Gemini
Há 3 semanas

2 comentários:
É isso mesmo... A vida vai nos trazendo vários desafios que nos levam para vários caminhos (nem sempre exactamente aquele que a gente deseja). O importante é não ficar parado, esperando o caminho vir bater à nossa porta.
Eu sempre vou achando que as coisas são assim, passo por passo. Não adianta dar um passo maior que a perna, comer degraus para subir mais rápido.
Competir é importante? Sei não, nunca achei importante competir, a não ser comigo mesma. Mas se tratando de times de futebol, compreendo sim a razão da competição.
Eu, entretanto, tenho uma forma mais ambiciosa - e nem por isso pretensiosa - de ver a vida: competir é importante sim, mas mais importante é vencer, afinal ninguém compete ou entra numa competição porque está com vontade de perder.
Porque se for para perder uma pessoa nem joga, porque perde a oportunidade de ganhar, mas também perde a consequência de poder ser humilhado, risos.
Mas não sou tão preocupada com isso. Quando digo que jogo para ganhar, e não para perder, estou dizendo que jogo para ganhar sim, e nem que para isso - para atingir esse objectivo - eu tenha que perder primeiro todas as partidas...
(A vida é aprendizado. A gente pode perder numa coisa, mas em aprendizado pelo menos a gente ganha pra caramba...)
Beijo grande para ti.
Verdade Paula, quando entramos em uma partida, o fazemos para ganhar, colocamos todas nossas potencialidades em prol da conquista de nosso objetivo. Gostaria de acrescentar que, por vezes, a gente não aceita muito bem a derrota, nos abatemos, até chegar o momento de assimilar o golpe,para assim podemos novamente ser fortes. O que diferencia os maiores vencedores das pessoas comuns, é seu poder de reação, que esta muito ligado ao quanto alguém aprendeu com a experiência, mesmo que aja desabores, só por estar vivendo, e portanto, ter uma nova chance para virar o jogo, ou vencer outras partidas, já é um lucro imenso.
Entre a metade e o final da postagem, escrevi sobre exemplos de "derrotas" consideradas lamentáveis, tanto no futebol quanto na história, porém mesmo não conseguindo a priori os seus principais objetivos, esses heróis entraram na memória coletiva pelo exemplo que deixaram ao mundo, assim feito os mártires cristãos, como o próprio Jesus Cristo, que passou por uma grande derrota para se tornar glorioso.
Muito obrigado pela sua visita, digo que sinto-me honrado com sua participação, e novamente te desejo tudo de bom...
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